Daniel Viccari’s Blog
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Nov
19

Ontem (terça-feira), apresentei minha monografia, que, felizmente, restou aprovada.

Nem acredito que acabou.

Foram seis longos e proveitosos anos no litoral. Estou satisfeito e contente comigo mesmo. Pelas pessoas incríveis que conheci, pelas escolhas tomadas, pelas oportunidades aproveitadas, pelas conquistas atingidas, por tudo.

Porém, não sentirei saudades. Certo de que as amizades ficam para sempre, estou ansioso pelos novos desafios que virão. Quantos mais, melhor. Aprendi que são eles que me tornam uma pessoa melhor, a cada dia que passa.

Volto pra casa, pra perto da minha família. Mais velho, mais maduro. A distância me fez crescer, e muito. Mas já é o suficiente.

Sigo meu rumo. Feliz.

Out
12

Para quem tem alguma dúvida do tamanho do poder e da influência da imprensa em nossas vidas, basta lembrar do pavor geral provocado pela divulgação da Gripe “A” ou Gripe Suína ou Gripe H1N1 (a cada novo batismo, uma nova sobrevida).

Ou você não prestou mais atenção no seu modo de lavar as mãos? Não ficou preocupado ao pegar um ônibus lotado, procurando sentar o mais próximo possível de uma janela? Não olhou (ou foi olhado) desconfiadamente após um espirro? Não sentiu sintomas que não existiam? Não lavou as mãos com álcool gel (ou na forma líquida) uma única vez? Ao menos, não falou sobre isso com mais de 10 pessoas diferentes, durante cinco dias consecutivos?

E hoje não faz mais nenhuma dessas coisas pelo mesmo motivo (considerando que algumas pessoas sentem sintomas que não existem invariavelmente).

Teve gente que  até temeu pelo futuro da raça humana…

E era apenas uma gripe!

Mas fiquemos calmos. Isso era antes, quando o vírus ainda não circulava livremente. Agora que ele já está entre nós, não há mais do que sentir medo.

Esse vírus tem uma peculiaridade: o que o torna perigoso é a ignorância das pessoas. Depois que elas o conhecem, ele não faz mais (tanto) efeito. Nesse caso, a força dos nossos anticorpos se confunde com o tamanho do nosso conhecimento. Mas é difícil lutar contra o invisível.

Fev
26

A escrita, como rotina diária, não é, e nem pode ser, na esmagadora maioria dos textos, considerada boa literatura. Esta, por pura limitação da mente humana, é impossível de ser criada de um dia para o outro, todos os dias. No entanto, não fosse aquela, quê haveria?

Fev
26

Não sei vocês, mas quinta-feira da semana passada eu, a Gil, a Karine, a Ge e o Juca jantamos ao lado do governador do estado, senhor Luiz Henrique da Silveira, na pizzaria Mundo Selvagem, na Terceira Avenida, em BC. E mais: foi ele quem veio sentar ao nosso lado, e não o contrário (risos).

Como ele estava sem o seu tradicional bigodinho e vestido bem à vontade (bermuda e camiseta), no início ficamos na dúvida, mas a Gil logo de cara reconheceu que o sujeito que estava junto com ele era o mesmo assessor que ela tinha visto num comício em Maravilha, na época das eleições municipais. O comportamento das garçonetes também denunciava que aquele não era um cliente qualquer.

Mas só pra deixar tudo 100%, quando já estávamos indo embora, eu chamei o tal assessor e perguntei, educadamente:

- Amigo, por gentileza. A gente só queria tirar uma dúvida: o senhor que está sentado ao seu lado é o governador do estado, não é?

A resposta parecia estar na ponta da língua:

- Ele? Não, não. É um juiz de São Paulo. Mas eles são muito parecidos mesmo.

Enquanto ele, com o intuito de parecer mais convincente, cochichava para o governador a mentira deslavada que  acabara de contar, emendei:

- Ah, tá. Mas você é o assessor do Luiz Henrique, não é?

Senti que por essa ele não esperava. Imagino que ele pensou: Tudo bem reconhecerem o governador, mas eu também?

Meio sem jeito, acuado, ele negou.

Ainda tentei dar uma última cartada, mas só pra ver se ele admitia, porque já não havia mais dúvida alguma.

- Tu não tá querendo me enganar, né?

Ele só riu e balançou a cabeça negativamente.

Depois disso, parei de insistir. Afinal, o homem não deve ter sossego nunca e até entendo que ele não queira ser reconhecido/importunado. No fim da história, acho que o mais bacana foi o cara ter tentado nos enganar.

Fev
17

Pra quem quiser rir um pouco dos “heróis” brasileiros. Segue o link:

http://bigbostabrasil.virgula.com.br/

Fev
16

Eu dou risada da imprensa. Muita risada. Por este e por uma série de motivos.

O caso da brasileira Paula Oliveira, que teve boa parte do corpo retalhado na Suiça, é emblemático. Inicialmente, o episódio foi manchete de todos os jornais e revistas do país porque as agressões feitas com um estilete teriam sido praticadas por três skinheads neonazistas, motivados única, simples e cruelmente por sua aversão a estrangeiros (xenofobia). Frise-se, tudo com base nas declarações dela.

Depois, quando as investigações começaram, ao primeiro sinal de que a brasileira poderia ter se autoflagelado, todas as desconfianças  foram deslocadas para ela. A imprensa temeu pelo possível erro cometido (as manchetes anteriores foram muito criticadas na Suiça, gerando um impasse diplomático) e sentiu-se uterinamente traída.

Mas o fato é: ninguém sabe o que aconteceu. Nem antes, nem agora. E essa precipitação vai continuar porque não existe comprometimento algum com a verdade. No jornalismo atual, por mais incompatível que isso possa parecer, a verdade é mais uma conveniência do que um princípio. A moral do jogo é ganhar dinheiro enquanto é tempo, especulando, espetacularizando. Afinal, de acordo com essa lógica capitalista da notícia, quando estiver tudo solucionado, quem mais vai querer ler sobre isso?     

Fev
09

Juro que foi pura coincidência. Li essa frase hoje mesmo, pela primeira vez, na última página do livro que eu, logicamente, terminei de ler. Ela se encaixa direitinho naquilo que eu quis dizer sobre a nossa infância, dois posts atrás.

“O único eterno é a mudança; o que é temporal é a permanência”.

É de Schönber, e está no livro Tratado da Harmonia. Mas não foi esse o livro que eu li. Quem citou foi Francisco Muñoz Conde, na obra Direito Penal e Controle Social (tô definindo o tema pra monografia).

Para quem quiser saber mais sobre ele (Schönber), segue o link:

http://www.classicos.hpg.ig.com.br/schonber.htm

Fev
09

É, infelizmente mais um técnico brasileiro não tem sucesso num grande clube europeu. Tenho muita simpatia pelo Felipão (ou Big Phil, como ele era chamado na Europa), mas a verdade é que o Chelsea, apesar de estar na quarta colocação do campeonato inglês, há muito tempo não fazia uma boa apresentação. Além disso, Scolari não conseguiu tornar o time em uma família (uma de suas características mais marcantes) e perdeu todos os clássicos que disputou contra clubes ingleses. Sábado assisti ao último jogo em que Felipão comandou o time (Chelsea OxO Hull City) e ele me pareceu bastante apático, muito diferente de como ele costumava ser à beira do campo. Embora eu fique chateado com a sua demissão, acho que a mudança fará bem a ele. Afinal de contas -  e no final das contas, ele vai receber cerca de 50 MILHÕES de reais por causa da rescisão do contrato. O Dunga que se cuide…

Fev
09

É curioso. Em todo papo que rola sobre a nossa infância, vem à tona um sentimento de nostalgia, de um passado que não volta mais. E no fim, sentimos pena – isso mesmo, pena -  das crianças de hoje em dia e das que virão. Infelizmente elas não terão uma infância tão boa quanto a nossa, dizemos. Mas será mesmo o Benedito?  

Voltei a pensar nesse assunto (sempre constante) depois do último post do Guga (Pra ver se cola – almadeborracha.wordpress.com). Nele, Guga conta o seguinte:

“Cresci em uma cidade pequena e, por causa disso, fui uma criança ‘de verdade’. Brinquei de esconde-esconde, amarelinha, comandos em ação, joguei futebol até anoitecer, ralei o joelho de bicicleta, subi em árvores e, também, delas cai. A rua era, praticamente, um parque de diversões. Limitado pelo toque de recolher das mães de plantão. – Hora de tomar banho!” 

Mas no fim, ele questiona:

“Ou, será que não? Será que fui eu que cresci, fiquei (quase) adulto e vejo o passado com demasiada nostalgia. Será que as crianças de hoje são mais felizes do que nos éramos? Será?”

Respondi a ele que, para mim, é mais nostalgia da nossa parte. Lembramos sempre mais das coisas boas do que das ruins. Ato falho mesmo. E cada geração tem seus benefícios e malefícios. Tenho certeza de que eles sobreviverão e serão felizes. De outro jeito, mas serão.

E para tentar dar um outro panorama nessa discussão, comecei a pensar em algumas coisas que hoje são melhores do que eram na nossa época, ao contrário do que o Guga fez.

Sem dúvida os carrinhos, as bonecas e os video-games de hoje são muito mais sofisticados. A invenção do DVD, do celular e da internet certamente revolucionaram nosso modo de vida. Mas espera um pouco. Isso não nos teria feito crianças mais felizes, teria?

Creio que não. Teríamos hábitos diferentes, mas isso não significa que teríamos sido mais ou menos felizes. E pelo mesmo motivo acho que as crianças de hoje também não são mais ou menos felizes do que nós fomos.

Claro que tínhamos mais liberdade de sair na rua para brincar com os amigos. Mas nós crescemos em cidades pequenas, né Guga? Nas cidades maiores acho que essa liberdade já não existe há muito tempo…    

Além disso, atualmente a tendência é de que as crianças passem muito mais tempo na escola (ou em qualquer outro lugar considerado “seguro”) para fazer atividades em grupo. Os próprios video-games, criticados por provocar o sedentarismo, estão desenvolvendo cada vez mais recursos para que o jogador tenha que executar os movimentos que deseja ver na tela.    

De outro lado, é demasiado genérico falar em “crianças de ontem” ou “crianças de hoje”. Afinal, a felicidade é algo que depende muito mais do nosso modo de encarar a vida do que daquilo que a vida nos oferece. Eu fui feliz brincando de amarelinha, esconde-esconde e pega-pega na rua. Mas, se a brincadeira, o local e a época fossem outros, teria eu sido infeliz?

Fev
03

Não sei por que, mas nada me surpreende que o fato tenha ocorrido em Balneário. As informações são do Diário Catarinense:

http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default.jsp?uf=2&local=18&section=Geral&newsID=a2391933.xml